segunda-feira, 19 de maio de 2008

Globalização produz desemprego e tem de mudar, diz OIT

Um novo estudo encomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirma que o atual modelo da globalização deve ser reformado urgentemente para atender melhor as necessidades das populações mais pobres.
O relatório, intitulado “Uma Globalização Justa: Criando Oportunidade para Todos”, diz que a globalização “pode e deve” mudar.
O documento é resultado de 26 diálogos realizados em mais de 20 países nos últimos dois anos pela chamada Comissão Mundial sobre a Dimensão Social da Globalização.
Fazem parte dessa comissão parlamentares, economistas e representantes de organizações não-governamentais de vários países. Entre os integrantes estão o Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, a ex-primeira-dama do Brasil Ruth Cardoso, o ex-premiê italiano Giuliano Amato e o ex-presidente do Uruguai Júlio Sanguinetti.

América Latina

Na parte em que trata da América Latina, o documento afirma que os debates ocorridos nesta parte do mundo foram marcados por grande ceticismo com relação à capacidade da globalização trazer benefícios à região.
As críticas à globalização, argumentam os autores, foram potencializadas porque os diálogos latino-americanos aconteceram numa época em que o colapso da economia Argentina e o seu efeito sobre os países vizinhos faziam os governantes e sociedades civis latino-americanas duvidar dos benefícios da globalização.
No caso específico brasileiro, o relatório observa que “o diálogo no Brasil destacou a eliminação da fome, educação universal e trabalho decente como itens essenciais na nova agenda, para contrabalançar os aspectos comerciais, financeiros e tecnológicos que dominavam até agora".

FONTE:BBC Brasil

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